Alberto Castro

Nº de Artigos: 334
Jornais: Jornal de Notícias | Público

1. Vida nova

Como se previa, falhou a terceira, e última, tentativa para eleger o presidente grego. Haverá eleições antecipadas, das quais o Siryza pode emergir vencedor. As sondagens anunciam-no há já algum tempo, ainda que a Nova Democracia tenha vindo a recuperar terreno.

Escrito por Alberto Castro | Ter, 30 Dez 2014
2. Natal: celebrar a vida

Conheço poucas pessoas que gostem tanto da vida quanto Daniel Serrão. Atropelado há uns meses, num acidente estúpido, resultante da incivilidade e falta de respeito pelos outros, esteve entre a vida e a morte. Talvez esse amor à vida e a fé o tenham ajudado a sobreviver. Lenta mas seguramente, tem vindo a recuperar. Tenho a certeza de que, se pudesse, se teria juntado ao coro sénior da Fundação Manuel António da Mota na celebração da vida, versão António Variações. Quero é viver! Diz a canção:

Escrito por Alberto Castro | Ter, 23 Dez 2014
3. Guerras de números e politiquice

Na política, a garrafa estar meio cheia ou meio vazia é tão natural como respirar. Quando não se pode negar que está meio cheia, discute-se se está a esvaziar ou a encher ou, no limite, se o processo por que está encher, ou esvaziar, é virtuoso ou não. Faz parte do jogo político. É assim com o desemprego. Todos concordam que um nível de desemprego acima de 13% é inaceitável. Consoante a cor política, uns sublinham que já esteve nos 18% e outros que não reflecte a situação real, ao excluir os que desistiram de procurar trabalho ou os que emigraram. Uns e outros têm razão. A definição de desemprego para efeitos estatísticos obedece a regras universais, que facilitam as comparações internacionais e orientam as políticas e as respectivas avaliações. São mais adequadas e úteis quando a situação económica não se desvia muito do "normal". À medida que o "normal" se vai tornando outro, justifica-se uma revisão que reflicta essa "nova normalidade". As categorias estatísticas não se podem manter estáticas quando tudo no mercado de trabalho está a mudar. Entretanto, a avaliação da situação e das políticas terá de ser feita com base nos conceitos prevalecentes. Centrar a discussão no resto, no que deveria ser, pouco adianta se não houver uma caracterização e números fiáveis sobre os quais centrar a discussão. É o reino do "achismo" e uma falta de consideração para com as pessoas reais desempregadas, assim instrumentalizadas por um e outro lado do espectro político. O Parlamento andaria bem se estabelecesse uma agenda sobre essas outras dimensões e encomendasse os estudos necessários.

Escrito por Alberto Castro | Ter, 16 Dez 2014
4. Qualidade

José Sócrates, já todos o sabíamos, não só dividia opiniões como concitava paixões e ódios. É natural que esse estado de coisas se transmita aos órgãos de Comunicação Social. Se alguns lhe fizeram a vida negra quando era primeiro-ministro, não seria de esperar que, agora que está na mó de baixo, o poupassem. Quem lê aqueles jornais não pode esperar "notícias" sobre o assunto que não mereçam as aspas e, muito menos, comentários isentos. Não vem daí mal ao Mundo. Essa transparência é preferível à hipocrisia daqueles que, fingindo-se independentes têm, na verdade, uma posição bem definida sobre o assunto (na política tal como no futebol, já agora).

Escrito por Alberto Castro | Ter, 9 Dez 2014
5. O Português

Em 1499, D. Manuel mandou cunhar uma moeda em ouro quase puro que era a maior, e mais valiosa, do seu tempo. Demonstrava riqueza e era um instrumento importante para as trocas que a descoberta do caminho marítimo para as Índias permitira. A moeda constituiu-se num padrão de referência pela Europa fora. A designada "moeda de português" alcançou notoriedade, em particular entre os membros da Liga Hanseática que dela cunharam várias réplicas (os portugalóides) por a considerarem um exemplo e uma bitola para as actividades mercantis que desenvolviam.

Escrito por Alberto Castro | Ter, 2 Dez 2014
6. O discurso e a prática

"Para certos países do Sul da Europa, como Portugal (......), a diferença na qualidade da gestão explica metade da distância na produtividade total dos factores relativamente aos Estados Unidos (......)".

Escrito por Alberto Castro | Ter, 18 Nov 2014
7. Em busca do tempo perdido

Os economistas são uma tribo peculiar habituada a discordar, entre si, em quase tudo. Quando se vai além da discussão mediatizada, verifica-se que não é bem assim. A precariedade das previsões económicas é, por exemplo, um ponto em que quase todos coincidem. Tanto assim que, sobre o tema, se construíram uma série de "boutades". Uma das mais conhecidas sublinha que fazer previsões em economia é muito difícil, sobretudo quando se trata de prever o futuro. Parece um contra-senso que não é, porém, específico da economia. Há uns anos, numa crónica na "Visão", Lobo Antunes citava Orwell para quem o passado seria a coisa mais imprevisível do Mundo: não pára de se transformar. Tal como, quando havia União Soviética, se dizia que lá o futuro era certo, o passado é que passava a vida a mudar (tantas as vezes a história era reescrita, ao sabor das conveniências, como ainda agora Putin, fazendo jus ao seu passado de chefe do KGB, ensaiou).

Escrito por Alberto Castro | Ter, 11 Nov 2014
8. De Costa a Costa

Está para breve a comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao caso BES. O que se vai sabendo não augura nada de bom: um número excessivo de convocados, sem foco ou outro critério aparente que não seja o político. Demonstra-o a chamada, à última hora, dos responsáveis pelas operações de supervisão do Banco de Portugal (BdP) apenas, e tão-só, porque se soube que iriam abandonar aquela instituição para uma empresa de consultadoria. Ora, tal como na tropa se diz que os sargentos são o elemento crítico, também no tipo de operações que hão-de (devem!) estar sob escrutínio convocar os responsáveis directos por essas actividades parece não apenas lógico, como talvez permitisse esclarecer como tudo se passou na prática. A decisão da CPI de protelar os depoimentos dos presumíveis responsáveis pelo descalabro do BES evidencia uma outra coisa: falta no Parlamento o respaldo técnico que garanta a informação indispensável ao adequado exercício da função de deputado.

Escrito por Alberto Castro | Ter, 4 Nov 2014
9. Jackpot

Se não andou muito distraído, saberá que no fim-de-semana o jackpot do Euromilhões saiu a um apostador português, diz-se que de Castelo Branco. Na verdade, o jackpot foi partilhado: 152 milhões para quem fez a aposta e 38 milhões para o Estado, já que os prémios deste tipo de jogo passaram a pagar 20% de imposto. Até há dois anos não era assim: ganhasse o que se ganhasse, o prémio era líquido. Enquanto isso, se recebesse 3000 vezes menos, mas com base no seu trabalho, teria de entregar ao Estado metade do rendimento - um excelente sinal dos valores por que se rege a nossa sociedade. É que já não é só, como sugere Ricardo Reis na sua coluna no Dinheiro Vivo, saber se o imposto contribui para criar empregos. Tal como estavam as regras, era quase acintosa a forma como se discriminava quem fazia do trabalho a sua fonte de rendimentos. Trabalhar não é preciso. É preciso é ter sorte! Talvez por isso os portugueses sejam dos que mais apostam no Euromilhões.

Escrito por Alberto Castro | Ter, 28 Out 2014
10. Boa noite!

"Boa noute!". Quem tem mais de cinquenta anos lembrar-se-á do "Museu do Cinema", um programa de televisão dedicado ao cinema mudo. Apresentado por António Lopes Ribeiro dedicava-se à divulgação de obras e actores da fase pré-sonora do cinema.

Escrito por Alberto Castro | Ter, 21 Out 2014
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